quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Qual o efeito da dessacralização do mundo na sociedade atual?

O termo dessacralização é sinónimo de secularização e, primitivamente, significava a permuta da posse de bens e instituições, como a civil e a educação, por exemplo, da igreja para o Estado. Atualmente, este vocábulo faz referência ao efeito de perder o caráter sagrado, ou seja, a sociedade mundial está a libertar-se do domínio religioso. Como tal, este situação tão presente no nosso quotidiano tem causas e consequências.
As sociedades Ocidentais, sobretudo as europeias, vivem num período de tolerância religiosa. Hoje em dia, a sociedade privilegia os valores materiais em detrimento dos valores espirituais. A ciência tem vindo a ocupar o lugar da religião como fonte de verdade. A falta de cumprimento dos votos pelos líderes religiosos como responsáveis por ensinar a doutrinas aos crentes da religião, como por exemplo, os casos de pedofilia praticados por padres, ou o facto dos sacerdotes e freiras já não cumprirem o voto de pobreza e começaram a ser egoístas, vivendo, por vezes, rodeados de luxo. Estes atos levam os crentes a sentirem-se repugnados, sendo este um dos motivos impulsionadores da dessacralização do Mundo e dos povos. Os vários regimes políticos, principalmente os de matriz marxista-leninista, difundiram uma perspetiva materialista da realidade, acabando por modificar a hierarquia de valores da sociedade. Em certos locais como a China e o continente Africano, a sacralização é um pretexto para a realização de atentados à vida humana, como a mutilação genital feminina, de modo a que esta não possa sentir prazer durante o ato sexual, tornando a dessacralização um ponto positivo nestas sociedades. As diversas vertentes da Religião apresentam uma doutrina. Cada vertente tem um conjunto de valores, tradições e costumes pelos quais os seus crentes se devem guiar. Assim sendo, quando um indivíduo não crê em nenhuma religião, o acesso ao conjunto de valores é mais difícil mas, como se encontra integrado numa sociedade onde a maioria dos indivíduos é crente, a convivência entre os crentes e não-crentes levará à homogeneidade da sociedade. Porém, quando a maioria de uma sociedade são ateus, a obtenção de princípios que os levarão a viver bem em sociedade será ainda mais difícil. Então, pode-se dizer que a dessacralização do Mundo leva à perda de valores e à impossibilidade de se atingir a felicidade plena. Na vida humana estão constantemente a surgir questões que nem a ciência, um grande impulsionador da dessacralização do Mundo, consegue responder. Pode-se tomar como exemplo questões relacionadas com o bem e o mal ou a vida e a morte. Perante esta situação, o Homem percebe que a ciência não responde a tudo, nem consegue solucionar todos os seus problemas. Aí se dá a ressacralização, onde a razão e a fé tentam conciliar-se e equilibrar-se.
O Homem é um ser religioso por natureza e procura na religião a felicidade. Com a dessacralização, os indivíduos que se emanciparam da tutela do sagrado não conseguem encontrar a felicidade plena, tornando-os seres infelizes. É por esta razão que, nos últimos anos, se tem verificado um ligeiro retrocesso da secularização, que também se deve ao aumento do diálogo inter-religioso e da ligação entre a fé e a razão.

Joana Ferreira, nº15, 10ºE

A tecnologia

Indisciplina

O que é a indisciplina?
Na revista “2 Pontos” afirma-se que a indisciplina é um fenómeno relacional e interactivo que se concretiza no incumprimento das regras que presidem, orientam e estabelecem as condições das tarefas, e ainda, no desrespeito de normas e valores que fundamentam o seu convívio entre pares, enquanto pessoa e autoridade. Podem distinguir-se dois níveis de indisciplina:
· Desvio às regras;
· Conflitos interpares.
Indisciplina, porquê?
A indisciplina na escola, na sala de aula, em todo lado praticamente, sendo uma preocupação de sempre, é hoje um tema inscrito na agenda de todos quantos reflectem sobre a educação das jovens gerações. Professores, políticos, administradores da educação e jornalistas, sobretudo, fazem coro afirmando a insustentabilidade da situação e vão brandindo acusações fáceis, tantas vezes sem sequer terem feito algum esforço sério para compreender o fenómeno e as respectivas causas.
A indisciplina tem-se agravado
O aumento dos fenómenos de indisciplina e até de violência são inseparáveis da massificação, acompanhada da crescente complexidade, mobilidade e diversidade sociocultural das sociedades pós-industriais, que alterou também as referências relativas à estabilidade e funcionamento da sociedade e da família.
A prevenção da indisciplina
As regras deverão ser poucas, simples, objectivas, fundamentais, conhecidas e cumpridas.
Prevenir é sempre preferível a remediar, pelo que a grande aposta a fazer é na definição de uma estratégia possível de prevenção.
O êxito dos esforços de prevenção da indisciplina está muito dependente do modo como tais esforços são empreendidos. Se partem de decisões colegiais e se se constituem como acções coordenadas ou se, pelo contrário, as decisões são individuais e as acções inconsistentes e desencontradas.
Só deste modo as acções dos diferentes agentes se reforçam mutuamente. Se deixarmos abertas demasiadas brechas estaremos a contribuir para condenar ao fracasso os esforços individuais de cada um de nós.
Adaptado, Sara Dias
10º D
Ano lectivo 2009-2010

Hotel Rwanda

O filme “Hotel Ruanda” descreve uma guerra civil, em 1994, na capital de Ruanda, Kigali, entre Hutu e os rebeldes Tutsi. Durante o enredo, podemos observar a discriminação e o ódio que os Hutu sentem pelos Tutsi, devido a um acontecimento passado, chegando a levar à morte de quase um milhão de pessoas Tutsi.
  A personagem principal, Paul Rusesabagina, gerente do hotel Les Mille Collines, demonstra uma enorme coragem, sendo Hutu, e protegendo a sua família e vizinhos Tutsi, no hotel. Assim que a guerra começa, Paul emociona tudo e todos tentando, por todos os seus meios, proteger e evacuar todos os refugiados, mesmo depois disso lhe ser negado.
  Penso que, no filme, o que mais nos impressiona e choca, é que todos os acontecimentos relatados aconteceram mesmo e que pouco ou nada, foi feito para o impedir. Devemos ter em consideração o que se passa no mundo à nossa volta, não ignorando os que sofrem pois, situações como esta, acontecem a todas horas, minutos e segundos. Se pensarmos bem, está a acontecer agora num qualquer lugar remoto do mundo.

 Isabel Moreira, 10º D

             Opinião sobre o filme “Hotel Ruanda”

O filme “Hotel Ruanda“ é um retrato da discriminação. No século 20 entre dois povos, no país Ruanda, cuja capital em Kigali.
O filme retrata a realidade que, infelizmente, ainda existe nos nossos dias.
O gerente do Hotel, Paul, foi a personagem mais marcante e corajosa do filme. Na minha opinião, a personagem agiu correctamente, não fez distinção nenhuma, pelo contrário, ajudou o povo Tutsi. Foi de grande coragem quando sacrificou a mulher e os filhos para poder ajudar os seus empregados do hotel e também as crianças do orfanato. Em relação ao apoio da equipa da ONU, penso que eles agiram muito mal, porque deviam defender, deviam ter disparado com os Hutu para defenderem os Tutsi.
Fiquei estupefacta quando o jornalista disse ao gerente que não valia a pena mostrar ao resto do mundo, porque as pessoas continuariam nos seus lugares e não fariam nada para tentar parar ou evitar a guerra entre aqueles dois povos. Não consegui perceber, não achei justo o facto das tropas belgas terem ido apenas buscar a população europeia e terem abandonado a população negra.
O filme dá uma lição muito grande: às vezes basta uma pessoa para mudar tudo e ajudar muitas pessoas.
Ana Luísa, 10º D
Análise do filme: Hotel Ruanda

O filme “Hotel Ruanda” representa um acontecimento verídico, considerado genocídio, em Ruanda, em 1994. A divisão entre as duas populações (hútus e tutsi) foi o resultado da colonização belga, o que criou uma grande rivalidade entre as duas etnias, o que levou à intervenção da ONU para manter a paz. Paul Rosebagina, de origem hutu, foi gerente do Hotel Des Mille Collines e durante esta época de guerra, abrigou centenas de tutsis, incluindo a sua família de origem tutsi (esposa de Rosesabagina). Paul usou os seus conhecimentos de gerente e o dinheiro que tinha arranjado para manter a sobrevivência dos seus vizinhos tutsis, arriscando a sua própria vida.
        O filme apresenta uma perspetiva complexa, em que mostra o Genocídio e, também, como a população inocente reage e é afetada pela violência entre as etnias. É ainda uma crítica às Nações Unidas e à sociedade internacional na qual, a população esperava uma intervenção para o massacre pelo qual estavam a passar. Para além dos massacres, “Hotel Ruanda” demonstra o medo que a população sentia, a força, a determinação e o valor humanitário por parte de Paul em salvar todas as pessoas que podia e o apoio emocional que a sua esposa Tatiana teve no decorrer do filme.
      “Hotel Ruanda” apresenta uma visão real dos massacres a todas as classes sociais tutsis e igualmente aos hutus que negaram a sua participação no genocídio, apresenta as estratégias e o esforço que a população teve em conseguir sobreviver e ajudar-se durante o genocídio, com a falta de ação da ONU e outras organizações como a Cruz Vermelha. No fim, Paul quando se prepara para ir embora, encontra as suas sobrinhas e outras crianças “abandonadas” que também quer que estejam em segurança, acabando por as levar para o autocarro que partia e dizendo: “Há sempre um lugar”, o que representa a bondade que Paul teve durante o massacre, salvando inúmeros tutsi de diversas maneiras e acabou por ser uma personagem verídica importante não só para o filme mas para o mundo real, transmitindo que o valor humanitário e a coexistência são fatores importantes para organizar uma sociedade pacifista, sem guerras e genocídios como os acontecimentos em Ruanda.


Joana Ferreira
Nº15, 10ºE







O sentido da vida